A mídia tem sido uma grande ferramenta de manipulação no cenário mundial e certamente que suas exposições e suas ideias são facilmente colocadas à sociedade. Esta possui um poder não apenas para a contribuição com ideologias sociais, porém também para a manipulação da grande massa. Grandes mudanças foram feitas através deste veículo.
Ao se acompanhar a história global, pode-se visualizar quantos acontecimentos já ocorreram e o quão a mídia estava presente em tais fatos; desse modo começa-se a ter uma percepção de sua grande influência. Tem-se como exemplo o governo hitlerista que, graças às grandes propagandas sobre a vantagem de tal forma governamental, conseguiu persuasão de muitas pessoas a se submeterem a tal ideal. Já tomando um foco ao Brasil, tem-se o mesmo tipo de governo na Era Vargas, onde mesmo com uma ditadura, devido às propagandas da vantagem de tal regime, era-se deixada de lado qualquer forma analítica e reflexiva pela maioria dos brasileiros.
No entanto, coloca-se um holofote aqui em um dos maiores exemplos de manipulação midiática nacional ao se recordar da grande divulgação feita pela renomada Rede Globo. Esta criou em torno de Fernando Collor de Melo certa imagem para que este conseguisse o cargo da presidência, situando-o como um candidato jovem e de grande intelectualidade. Portanto, ao prolongar a concepção de poder que a mídia tem, notam-se os defeitos que há nesta ferramenta. Como observado, vê-se que esta não concentra seus meios apenas em ideologias coletivas, sociais, mas também contribui nas estratégias para um governante, por exemplo, chegar ao poder alienando as pessoas a concordarem até mesmo com o que não é verdade.
Todavia, no caso do presidente Collor, vê-se que a própria mídia voltou-se contra ele, mostrando mais uma vez o seu poder de manipulação, causando com que as pessoas, descontentes com os estragos feitos por tal governo, fossem às ruas para que um impeachment fosse declarado. Porém, uma questão surge a partir disto: será que a população exercerá sua cidadania somente de acordo com o que a mídia determinar?
Visualiza-se também um grande número de cidadãos cada vez mais alienados pelas telenovelas e pelos reality-shows atuais. Através destes programas, emitidos por uma das maiores ferramentas dos meios de comunicação (TV), percebe-se a diluição dos interesses coletivos. É como se a política do Panis et Circenses, vinda da Roma Antiga, voltasse a ser exercida. A classe do proletariado não mais se interessa pelas mais importantes coisas públicas como educação e política; à eles há uma preferência muito maior em sentar, depois de um período longo de trabalho, no sofá, ligar a televisão e mergulhar em um universo onde outro pensa e critica por você.
Assim situa-se uma dúvida no ar se deve-se ou não confiar nos meios de comunicação social. Logicamente, quando um leitor pela primeira vez tem contato com um texto esclarecedor sobre o poder destas ferramentas logo pensa que tudo é alienação, manipulação. Contudo, a generalização é algo perigoso e por isso o leitor deve analisar, calma e criticamente, as situações transmitidas pelos meios de comunicação, pesquisando em várias fontes e vendo qual é aquela informação na qual um melhor senso é demonstrado; a “Primavera Árabe”, como citação, ocorreu graças às redes sociais e à influência que esta causou, derrubando regimes totalitários afinal.
Em vista disso, com uma maior consciência dos atos manipuladores e o poder que o sistema midiático tem, pode-se ver o quão poderoso este é, causando até uma afirmação de que este se coloca como o quarto poder (atrás dos poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário). Com o reconhecimento de tal grandeza fica, por parte do ser humano, escolher ser controlado da forma como a mídia quer, ou se impor como um ser analítico que reconhece as vantagens e desvantagens deste poder, tentando sempre não ser usado, mas, sim, usá-lo racionalmente para se construir uma consciência.